7 Erros Financeiros Que Todo Jovem Comete (e Como Evitar)
Neste post, você vai conhecer os 7 erros financeiros mais comuns entre jovens adultos brasileiros. Mais do que apontar os problemas, vamos te mostrar como corrigir cada um deles com ações simples e práticas.
5/8/20243 min read
1. Gastar tudo antes de guardar
Esse é, de longe, o erro número um. A maioria das pessoas espera sobrar dinheiro no fim do mês para guardar e aí descobre que nunca sobra nada.
Exemplo: João ganha R$ 2.500 por mês. Ele paga contas, compra o que quer e pensa em guardar o que sobrar. No dia 20, já está no negativo. No fim do mês, guardou R$ 0.
A solução é simples: inverta a ordem. Assim que receber seu salário, transfira imediatamente um valor para uma conta separada — mesmo que seja R$ 50 ou R$ 100. Isso se chama
"Pague-se primeiro": antes de pagar qualquer conta, separe uma parte para você. O resto você organiza com o que sobrou.
2. Não saber quanto ganha nem quanto gasta
Parece óbvio, mas muita gente não sabe exatamente qual é sua renda mensal líquida nem para onde vai cada real.
Sem esse controle, é impossível melhorar. Você fica sempre apagando incêndios, sem conseguir planejar nada.
Como resolver: durante 30 dias, anote tudo que entra e tudo que sai. Use um caderno, uma planilha no Google Sheets ou um aplicativo como o Mobills ou GuiaBolso. No fim do mês, você vai se surpreender.
Só de enxergar os gastos, a maioria das pessoas já consegue cortar de 10% a 20% das despesas sem sentir falta de quase nada.
3. Parcelar tudo no cartão de crédito
O cartão de crédito não é dinheiro extra é uma antecipação do seu salário futuro. Quando você parcela algo em 10x, está comprometendo os próximos 10 meses da sua renda.
Exemplo: Uma TV de R$ 2.000 em 10x de R$ 200 parece tranquilo. Mas se você fizer isso com 3 ou 4 compras ao longo do ano, de repente 60% do seu salário já está comprometido antes mesmo de receber.
Regra prática: só parcele algo se a parcela couber confortavelmente no seu orçamento E se o produto em questão realmente precisar ser parcelado. Se você tem o dinheiro, pague à vista muitas lojas dão descontos de 5% a 15%.
Obs: não estou dizendo para não usa-lo e sim tomar cuidado com ele, analise sua compra e veja se faz sentido comprometer sua renda pelos próximos meses.
4. Não ter reserva de emergência
A vida é imprevisível. Carro quebra, dente dói, empresa demite. Sem uma reserva, qualquer imprevisto vira uma dívida.
Objetivo: ter entre 3 e 6 meses de despesas guardados em um lugar de fácil acesso e com rendimento, como o Tesouro Selic ou um CDB de liquidez diária.
Exemplo: Se seus gastos mensais são R$ 1.800, sua reserva de emergência ideal é entre R$ 5.400 e R$ 10.800. Parece muito? Comece com R$ 1.000 e vá aumentando aos poucos.
Reserva de emergência não é investimento — é proteção. Ela precisa estar disponível na hora que você precisar.
5. Ignorar as dívidas com juros altos
Cheque especial, rotativo do cartão e empréstimo pessoal são os vilões das finanças de quem está começando. Os juros podem chegar a 300% ao ano no rotativo do cartão.
Exemplo: Uma dívida de R$ 1.000 no rotativo do cartão, sem ser paga, pode virar R$ 4.000 em um ano. Em dois anos, passa de R$ 16.000.
O que fazer: liste todas as suas dívidas com os respectivos juros e quite primeiro as de juros mais altos. Se não conseguir pagar de uma vez, busque renegociar pelo Serasa Limpa Nome ou diretamente com o credor.
6. Não investir por achar que "não tem dinheiro suficiente"
Esse é um mito muito comum. Você não precisa de R$ 1.000 para começar a investir. Hoje é possível investir a partir de R$ 30 no Tesouro Direto ou R$ 1 em alguns CDBs de bancos digitais.
O segredo dos investimentos não é o valor — é o tempo. Quanto mais cedo você começa, mais o dinheiro trabalha por você.
Exemplo: Investindo R$ 200 por mês a partir dos 25 anos, com rendimento médio de 10% ao ano, você terá aproximadamente R$ 760.000 aos 60 anos. Esperando até os 35 para começar, esse valor cai para R$ 310.000.
7. Comprar por impulso
Promoção relâmpago, stories de influencer, liquidação de fim de semana — estamos cercados de estímulos para gastar. E o nosso cérebro cai nessas armadilhas com facilidade.
Técnica simples para evitar: a regra das 48 horas. Antes de qualquer compra não planejada acima de R$ 100, espere dois dias. Se depois de 48 horas você ainda quiser e couber no seu orçamento, compre. Se não, provavelmente era impulso.
Outra dica: remova o cartão salvo em aplicativos de compra. A fricção de ter que digitar os dados faz muita diferença na hora do impulso.
Resumo: por onde começar hoje?
Você não precisa corrigir todos os erros de uma vez. Escolha um deles e comece agora:
Abra uma conta separada e transfira R$ 50 assim que receber o próximo salário
Instale um app de controle de gastos e anote tudo por 30 dias
Verifique se tem alguma dívida com juros altos e ligue para renegociar
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Educação financeira é uma jornada — não uma corrida. O importante é dar o primeiro passo. E se você chegou até aqui, já começou
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